Dia Mundial da Criança: pela inclusão de todas as crianças!
Hoje é Dia Mundial da Criança — uma data para celebrar todas as crianças, mas também para refletir:
serão realmente incluídas todas as crianças?
As crianças surdas, assim como as crianças ouvintes filhas de pais surdos - CoDA (Children of Deaf Adults) -, enfrentam desafios enormes numa sociedade que ainda não respeita plenamente a sua língua materna — a Língua Gestual Portuguesa (LGP). Muitas vezes, a LGP é ignorada ou vista como secundária, mesmo sendo a língua natural dessas crianças e o seu principal meio de comunicação.
Por que é que a Língua Gestual Portuguesa não é valorizada como merece?
👉 A Constituição da República Portuguesa reconhece o Português como língua oficial, mas o Artigo 74 garante o direito à educação na Língua Gestual Portuguesa, desde o nascimento até à idade adulta.
👉 As Línguas Gestuais são também reconhecidas por leis nacionais e documentos internacionais da ONU e da União Europeia, que defendem o direito das pessoas surdas a aprender e usar a sua língua para garantir a sua dignidade e igualdade.
No entanto, muitos profissionais, incluindo médicos e educadores, continuam a insistir apenas na língua oral, excluindo a LGP e negando às crianças surdas o direito fundamental a uma educação bilíngue. Isso impede que estas crianças cresçam livres, confiantes e com as mesmas oportunidades que todas as outras.
E as crianças ouvintes?
É essencial que TODAS as crianças, surdas ou ouvintes, aprendam a Língua Gestual Portuguesa. Só assim construiremos uma sociedade verdadeiramente inclusiva, onde a comunicação, a amizade e a aprendizagem sejam para todos, sem barreiras.
Aprender LGP abre portas para a diversidade, o respeito e o convívio entre diferentes culturas e comunidades — um direito que deve estar acessível a todas as crianças, não apenas a algumas.
Exigimos:
Porque uma sociedade que respeita a língua das suas crianças é uma sociedade que constrói o futuro com justiça, dignidade e igualdade para todas as pessoas.
Lisboa, 2025/06/01
Hoje é Dia Mundial da Criança — uma data para celebrar todas as crianças, mas também para refletir:
serão realmente incluídas todas as crianças?
As crianças surdas, assim como as crianças ouvintes filhas de pais surdos - CoDA (Children of Deaf Adults) -, enfrentam desafios enormes numa sociedade que ainda não respeita plenamente a sua língua materna — a Língua Gestual Portuguesa (LGP). Muitas vezes, a LGP é ignorada ou vista como secundária, mesmo sendo a língua natural dessas crianças e o seu principal meio de comunicação.
Por que é que a Língua Gestual Portuguesa não é valorizada como merece?
👉 A Constituição da República Portuguesa reconhece o Português como língua oficial, mas o Artigo 74 garante o direito à educação na Língua Gestual Portuguesa, desde o nascimento até à idade adulta.
👉 As Línguas Gestuais são também reconhecidas por leis nacionais e documentos internacionais da ONU e da União Europeia, que defendem o direito das pessoas surdas a aprender e usar a sua língua para garantir a sua dignidade e igualdade.
No entanto, muitos profissionais, incluindo médicos e educadores, continuam a insistir apenas na língua oral, excluindo a LGP e negando às crianças surdas o direito fundamental a uma educação bilíngue. Isso impede que estas crianças cresçam livres, confiantes e com as mesmas oportunidades que todas as outras.
E as crianças ouvintes?
É essencial que TODAS as crianças, surdas ou ouvintes, aprendam a Língua Gestual Portuguesa. Só assim construiremos uma sociedade verdadeiramente inclusiva, onde a comunicação, a amizade e a aprendizagem sejam para todos, sem barreiras.
Aprender LGP abre portas para a diversidade, o respeito e o convívio entre diferentes culturas e comunidades — um direito que deve estar acessível a todas as crianças, não apenas a algumas.
Exigimos:
- Que a Língua Gestual Portuguesa seja ensinada e promovida nas escolas, como língua oficial e instrumento de inclusão.
- Que as crianças surdas e CoDA tenham o direito a uma educação bilíngue que respeite a sua identidade e cultura.
- Que toda a sociedade valorize e respeite a diversidade linguística para que nenhuma criança seja excluída.
Porque uma sociedade que respeita a língua das suas crianças é uma sociedade que constrói o futuro com justiça, dignidade e igualdade para todas as pessoas.
Lisboa, 2025/06/01
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